Solas

Toda igreja protestante (ou evangélica como é conhecida hoje) deve baseiar-se nas  5 Solas, que são as verdades centrais  da reforma e do evangelicalismo histórico:

1) Sola Scriptura – “Somente a Escritura”, ou a autoridade e suficiência das Escrituras 

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo que é necessário para a nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos qualquer credo, concílio ou indivíduo que possa constranger a consciência de um crente; que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o exposto na Bíblia; e também que a experiência espiritual pessoal possa ser veículo de revelação.

 

2) Solus Christus -“Somente Cristo”, ou a suficiência e exclusividade de Cristo

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiverem sendo invocadas.

 

3) Sola Gratia –  “Somente a Graça”, ou a única causa eficiente da salvação 

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

 

4) Sola Fide -“Somente a Fé”, ou a exclusividade da Fé como meio de Justificação.

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja, mas que negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

 

5) Soli Deo Glória – “A Deus somente, a glória”, ou a exclusividade do serviço e da adoração a Deus.

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, negligenciando ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou permitindo que o aperfeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Fonte: Boice, James M. e Outros. Reforma Hoje. Editora Cultura Cristã – 1999

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